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As deslocações casa-escola

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As deslocações casa-escola apresentam uma grande importância no conjunto das deslocações que se efectuam nas cidades. Por exemplo, na cidade de Castelo Branco estima-se que estejam envolvidas diariamente cerca de 16000 pessoas, entre pais, alunos, outros familiares e amigos, neste tipo de deslocações, em todos os níveis de ensino. Ou seja, mais de meia cidade está, direta ou indiretamente, envolvida na tomada de decisões sobre a forma como efetuar as deslocações casa-escola.  

Há 20 anos uma parte muito significativa das deslocações casa-escola era efetuada a pé. Com o crescimento das cidades para a periferia, o acesso generalizado ao automóvel e a alteração dos padrões de vida das famílias, o transporte individual motorizado tornou-se o principal modo de deslocação. Contudo, esta utilização generalizada do automóvel tem impactes negativos no ambiente, na economia e na sociedade. Por isso, as deslocações casa-escola constituem um problema inevitável para as cidades que diz respeito a toda comunidade escolar (governo, autarquias, gestão das escolas, pais, alunos e familiares). Todos têm a sua quota de responsabilidade na situação atual e na procura de soluções que promovam padrões de mobilidade mais sustentáveis nas deslocações casa-escola.

As deslocações casa-escola podem ser realizadas de diversas formas. Podemos escolher entre diferentes opções interdependentes, entre modos suaves (a pé, bicicleta, skate, patins e trotineta) e modos motorizados (comboio, automóvel, transportes colectivos, motociclos, ciclomotores) e entre ir sozinho ou acompanhado (pais, familiares, amigos, colegas, etc.). Cada modo de deslocação tem impactes diferentes sobre o funcionamento da cidade, o ambiente em geral e o ambiente urbano em particular (ruído, emissões de gases e partículas que degradam a qualidade do ar), as economias familiares, a saúde física e mental de todos nós, em especial das crianças e dos adolescentes, a socialização, a formação cívica e a cidadania, entre outros.

A escolha do modo de deslocação dos filhos para a escola é uma decisão que cabe em primeira instância aos pais, pelo menos até a uma certa idade, mas os filhos também devem participar. Normalmente, a partir de uma certa idade os filhos impõem a sua vontade. A escola, através dos seus recursos, deve também desempenhar um papel relevante e influenciar as crianças e os adolescentes e os seus pais a escolher os modos de deslocação mais sustentáveis nas deslocações casa-escola.

As decisões sobre os modos de deslocação envolvem fatores de natureza sócio psicológica, onde as questões da distância a percorrer, da segurança, do conforto, do status social, e do comodismo surgem à cabeça. A disponibilidade de meios no local de residência (carro, autocarro, bicicleta, skate, patins) entra em seguida. Poder-se-ão juntar outros factores como o conhecimento de colegas vizinhos a frequentar a mesma escola, entre outros. Frequentemente, é utilizado mais do que um modo de deslocação e ocorrem ajustamentos ao longo do período escolar em função da forma como evoluem os fatores acima referidos, do tempo e clima, etc.

  

IMPACTES DOS DIVERSOS MODOS DE DESLOCAÇÃO

                                                                                  

      NÍVEIS DE RUÍDO - Emissões a 7,5 metros de distânciaPressoSonora Efeitos_Ruido1  

  Consequencias_Ser_Humano_Ambiente2 

                                            ENERGIA1

  

Ocupacao_do_Espaco_Urbano                                                                                                                                                                                                                                                          

 
Modos Suaves

Peduca

    Biclas                       Patinas                        Trotinetas                     Skinas

Modos Motorizados

Buzinas

                 Moticlas                                                  Rodinhas

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